Olhe fixamente para o verde.
Mais perto. Esse é o verde de abril no vinhedo, quando a folha já tomou o sol inteiro e ainda não decidiu cair. Guarde esse verde. Agora respire fundo e repita comigo: eu não precisava de mais um moletom.
Pois é. Você vai levar assim mesmo.
Duas listras douradas descem pelas mangas no mesmo ouro do nosso rótulo e, convenhamos, no mesmo ouro de quem já sabe onde vai jantar. O bordado no peito não grita. Ele sussurra. Quem conhece, reconhece.
O capuz tem cordão, o meio zíper resolve a eterna indecisão da Serra Gaúcha, abre e venta, fecha e aquece, e o forro mostarda aparece só quando você quiser. É o detalhe que ninguém vê e todo mundo nota.
O bolso canguru existe por um motivo nobre: manter suas mãos aquecidas enquanto outra pessoa abre a garrafa.
Não prometemos que ele melhora o vinho. Observamos apenas que, estatisticamente, quem o veste tende a abrir a segunda.
Até hoje ele não estava à venda. O primeiro lote foi feito só para a casa, a farda de quem poda, colhe e lava tanque. Este é o segundo, e é a primeira vez que ele sai do vinhedo: 26 peças, contadas uma a uma, como quem conta cacho antes da vindima. Quando o seu tamanho sumir da tela, não terá sido erro do site.
Quando você acordar, estará com um no carrinho.
Menos pose. Mais prosa.
Sugestão REVVO: fim de tarde frio, fogo aceso e um Pedras Rubras na taça. Ou uma terça-feira qualquer com um Novato gelado. Funciona igual.